As transformações dos modos de vida na transição entre o período medieval e o moderno em Portugal

A investigadora do CAPP Susana Garcia é uma das autoras de um novo artigo publicado no International Journal of Paleopathology.

A investigadora, que é também curadora convidada das Coleções de Antropologia do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, coordena o projeto "Urbanização e saúde na transição entre o período medieval e o moderno em Portugal" em curso no CAPP. Esta investigação procura compreender o impacto da urbanização sobre a saúde humana. O artigo agora publicado no International Journal of Paleopathology descreve a análise de um achado arqueológico que poderá contribuir para este fim - um tumor descoberto em restos mortais encontrados numa escavação perto do Convento do Carmo, em Lisboa.

Sendo o primeiro do género no registo arqueológico português, esta descoberta é relevante porque demonstra que as doenças cancerígenas não são um fenómeno recente.

 

Através da análise de vários indicadores de saúde e de doença em diferentes comunidades portuguesas na transição entre o período medieval e o pós-medieval será possível reconstruir os modos de vida das populações pretéritas. Para além das amostras recolhidas em Lisboa, datadas do período entre os séculos XVI e XVIII, o projeto conta ainda com outra série arqueológica proveniente de Leiria (séculos XIII-XVI). Os resultados serão relevantes não apenas para completar o arquivo histórico, como também para ajudar a formulação de políticas públicas que poderão assim beneficiar da experiência passada.

Escrito em colaboração com Sofia Wasterlain, docente na Universidade de Coimbra, Rute Alves mestre pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas e António Marques, do Centro de Arqueologia de Lisboa, a publicação teve já destaque na LiveScience. A importância da descoberta foi também recentemente sublinhada pelo Archaeological Institute of America, bem como pelo The Science Times.

 

 

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