Buracos negros urbanos – comunidades informais de cultivadores e novas formas de viver e produzir cidade.

Título do Projeto:
Buracos negros urbanos – comunidades informais de cultivadores e novas formas de viver e produzir cidade

Data de início e de término
Agosto de 2013 a Setembro de 2016

Investigador Responsável:
Prof. Paula Mota Santos


Equipa de Investigação:

Nome do Investigador Filiação Institucional
Paula Mota Santos CAPP/ULisboa/Univ. Fernando Pessoa
Daniela Peña-Corvillon Univ California at Berkeley



Instituições Parceiras:

País  Entidade Parceira
Portugal Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa
Portugal Universidade Fernando Pessoa
EUA Universidade California at Berkeley
UK Univ College London


Consultores:

Nome do Consultor
Filiação Institucional
Matt Kondolf Univ California at Berkeley
Sandra Wallman Univ College London

 

Resumo do Projecto:

Este projecto tem uma abordagem antropológica sobre a forma urbana nomeadamente sobre um tipo específico de lugar o respectivo universo social: as chamadas hortas (pequenos talhões de horticultura) no Porto, Norte de Portugal. Estas hortas são pequenas secções de terreno localizadas ao longo de um pequeno curso de água que são cultivadas à revelia de qualquer enquadramento legal por grupos de vizinhos locais, produzindo assim comunidades informais de cultivadores. Como a narrativa tradicional sobre o crescimento das cidades é de expansão da forma urbana ao mesmo tempo que as práticas agrícolas são relegadas para outros domínios espaciais, o ‘rural’ não é espectável como elemento do ‘urbano’. Assim, este projecto trata do que pode ser pensado como ‘vazios urbanos’ ou ‘buracos negros urbanos’: ‘o rural no urbano’. A construção da cidade depende como as pessoas conjugam os fatores tradicionais tais como solo, mão-de-obra e capital com a aparência e ambiência das cidades que refletem conceitos de ordem e desordem. O projecto traz assim para a análise tradicional da morfologia urbana os agentes sociais relacionados com a forma específica de viver a cidade que as hortas são. Através de uma análise etnograficamente informada procurar-se-á mostrar que estas hortas não são meras ‘sobrevivências’ de ‘estádios evolutivos’ anteriores da cidade, mas sim um elemento essencial da mudança na cidade de hoje em que os seus habitantes levam o poder para a paisagem urbana iniciando um novo paradigma de vida urbana em comunidade.

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