Novos Desafios para a Diplomacia Económica: Do Estado Central ao nível sub-nacional

Projeto que se desenvolve com output no projeto transversal

REGIÃO 2020:Determinantes Estratégicos do Desenvolvimento Local e Regional

Título do projecto 
Novos Desafios para a Diplomacia Económica: Do Estado Central ao nível sub-nacional

Data de Início e de Término
Outubro 2015 - em curso

Investigador Responsável:
Prof. Pedro Parreira

 
Equipa de investigação

Nome do Investigador Filiação Institucional
António Marques Bessa ISCSP
Carla Guapo Costa CAPP/ISCSP
Joaquim Ramos Silva ISEG
Pedro Parreira CAPP


Resumo do Projecto:

Ao contrário do que alguns autores mais orientados para a descrição das políticas e menos para a análise o queiram fazer parecer, a Diplomacia Económica não é uma realidade recém-nascida. E isto, mesmo que em termos históricos fosse mais um resultado disperso de vários instrumentos de política económica externa usados pelos diferentes Estados, sem práticas coordenadas e perspectiva unificada, as sementes da actual fase da Diplomacia Económica já existem há vários séculos.

Não sendo nova em si mesma, não quer dizer que esteja no presente estática e obsoleta. Bem pelo contrário. Sobretudo desde meados dos anos 80, inícios dos anos 90 do século passado, estimulada pelo crescente fenómeno da globalização e mais recentemente pela crise da dívida internacional (pública e privada), crise financeira internacional e abrandamento da economia mundial, a Diplomacia Económica apresenta novas tendências, novos actores e instrumentos que merecem por si só serem analisadas.

Tanto assim é apesar de ter tanta atenção política, da comunicação social e dos investigadores e tantas publicações terem dado à estampa sobretudo na última década: (a) ainda temos uma considerável falta de clarividência conceptual na literatura. Ao nível de Estado central não é raro a confusão analítica entre diplomacia empresarial, diplomacia comercial e diplomacia económica; ou ao nível das regiões e municípios também não é raro a falta de clareza entre conceitos como paradiplomacia e diplomacia económica sub-nacional como se fossem exactamente realidades iguais; b) também ainda não temos uma única teoria sobre Diplomacia Económica que possa elucidar-nos, entre outras coisas, sobre um uso mais comum dos conceitos principais e subsequentes melhores delimitações do universo em análise tendo em vista uma maior consistência explicativa; c) uma outra ausência na literatura é a avaliação de resultados, sejam eles ao nível das reformas institucionais empreendidas, do retorno para a economia do país dos investimentos/gastos públicos efectuados ou das novas práticas nos vários níveis do Estado. Ausência surpreendente uma vez que há mais de duas décadas a Diplomacia Económica tem estado a consolidar este novo ímpeto.

Esta investigação tenciona analisar a partir de uma perspectiva de Política Económica Internacional os principais determinantes, novos actores e instrumentos da Diplomacia Económica. Particular atenção será dada às actuações económicas internacionais dos agentes públicos sub-nacionais, uma vez que ao contrário das estritamente políticas, têm sido menos consideradas pela literatura. Um outro objectivo relevante da investigação é contribuir para o começo de uma fase de avaliação económica das políticas e estratégias de Diplomacia Económica dos diferentes países.

Por último, mas não menos importante, a equipa de investigadores será tanto mais internacionalizada e eclética quanto possível para analisar-se as mais importantes tendências e avaliação dos resultados obtidos pela Diplomacia Económica.

 

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