Liderança em Equipas de Trabalho em Sistemas Adaptativos Complexos

 

Data de início e de término
2018 a 2019

Investigadora Responsável
Profª Doutora Catarina Gomes

 

Equipa de Investigação

Nome do Investigador Filiação Institucional
 Catarina Gomes
CAPP/ISCSP - Universidade de Lisboa
 Luís Alberto Santos Curral
Faculdade de Psicologia - Universidade de Lisboa
 Pedro Marques-Quinteiro
William James Center for Research - ISPA
 Pedro G. Lind
Physics Department - University of Osnabrück
 Amável Santos
ISCSP - Universidade de Lisboa

 

Instituições Parceiras

Instituição País
Faculdade de Psicologia - Universidade de Lisboa Portugal

 

Resumo do Projeto

A actual diversidade de forças globais leva a que as organizações reestruturem o seu trabalho em torno de equipas, a fim de dar respostas mais rápidas, flexíveis e adaptáveis a imprevisibilidade do meio (Kozlowski & Ilgen, 2006). Apesar do fato da liderança ser reconhecida como fator central para o facto de as equipas cumprirem com estes desafios, escassos são os modelos de liderança aplicados a esta era turbulenta. Em resposta a esta necessidade, Uhl-Bien e Marion (2009) propuseram um modelo de liderança na complexidade (CLT), em que a adaptação em ambientes burocráticos complexos é conseguida através da interação de três funções de liderança: adaptativos, administrativos e de enablers. A liderança adaptativa refere-se a uma mudança de comportamento emergente sob condições de dinâmica interativa que é a principal fonte pela qual os resultados adaptativos são produzidos. A liderança administrativa refere-se às ações dos indivíduos em funções de gestão formais que planificam e coordenam as atividades organizacionais (a função burocrática). A liderança de enabling serve para catalisar a dinâmica de adaptação e ajudar a gerir as relações entre a liderança administrativa e a adaptativa (através da promoção de condições que permitem e gestão da interface inovação-organização). Na CLT, a unidade básica de análise é o sistema complexo adaptativo (CAS), que é formado por uma rede de agentes interdependentes (por exemplo, pessoas; grupos) cujos comportamentos desencadeiam o aparecimento de estruturas adaptativas complexas.

A comunicação surge como essencial para que ocorra liderança complexa. Contudo, Ruben e Gigliotti (2016) salientam que a ligação que tem sido estabelecida entre comunicação e liderança se limita a ver a comunicação apenas como um mecanismo estratégico ou técnica que é empregue por indivíduos que se assumem como líderes (visão tradicional da liderança) nos seus esforços para alcançar objectivos específicos. Torna-se claro que esta visão limita o entendimento que a comunicação desempenha na dinâmica organizacional e nas configurações organizacionais em particular (Ruben & Gigliotti, 2017). Preocupação consonante com a Teoria de Liderança Complexa, como anteriormente referido.

Neste sentido o objectivo deste projecto, em linha com Ruben e Gigliotti (2016, 2017), é prover uma visão mais ampla do processo de comunicação e perceber quais as suas contribuições atuais e potenciais para a teoria e dinâmica da liderança complexa. Desta forma contribuindo-se também para a extensão do trabalho desenvolvido por Curral, Marques-Quinteiro, Gomes, e Lind (2016).

Assim, através de uma metodologia experimental, simular-se-á uma tarefa de gestão com recurso ao jogo eletrónico Sim City (e.g. Randall, Resick & DeChurch, 2011). Nesta tarefa manipularemos as funções de liderança na complexidade (Curral, Marques-Quinteiro, Gomes & Lind, 2016) e a adaptabilidade através do grau de dificuldade da tarefa após os 10 primeiros minutos de jogo.


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