Políticas da Cultura e Planeamento Cultural – A Experiência do Espaço Lusófono

Título do Projeto:
Políticas da Cultura e Planeamento Cultural –A Experiência do Espaço Lusófono

Data de início e de término
2014 a 2018

Investigador Responsável:
Prof. Paulo Castro Seixas


Equipa de Investigação:

Nome do Investigador Filiação Institucional
 Paulo Castro Seixas  CAPP/ISCSP/CEAF
 Paula Mota Santos  CAPP/UFP
 Celeste Quintino  ISCSP/CEAF
 Jorge Gumbe  CEAF/Ministério da Cultura de Angola
 Sofia Leitão Sondergaard  ISCSP
 Gabrieli Gaio  ISCSP


Instituições Parceiras:

País Entidade Parceira
Portugal Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
Portugal CEAF

 

Resumo do Projecto:

Este projeto surge da confluência de duas emergências que se pretendem acompanhar e discutir: a emergência conceptual e prática do Planeamento Cultural em várias partes do globo e a emergência das Políticas Culturais no mundo lusófono pós-colonial.

O “Planeamento Cultural” terá surgido como conceito em 1979, sendo uma área de intervenção e de discussão que se tornou mais relevante já no século XXI e que acompanha a transição das economias num contexto de globalização e do papel da cultura nas mesmas. Quanto às Políticas da Cultura no mundo lusófono pós-colonial, os primeiros documentos legislativos surgem também a partir da primeira década do século XXI.

Neste quadro sumário, os objectives do projeto são os seguintes:

1. Contribuir para a discussão internacional sobre o papel da territorialização da cultura no desenvolvimento das sociedades, especificamente através das política e do planemanento culturais.

2. Contribuir para o registo da história pós-colonial das Políticas da Cultura nos diversos países do espaço lusófono;

3. Identificar os processos específicos de implementação das Políticas da Cultura nestes diversos países e, em particular, a um nível regional e local;

 

A partir destes objectivos, desenvolvem-se os seguintes Eixos de Investigação-Ação:

a. Noções de Cultura: caracterizar as diferentes noções de cultura usadas nos processos em causa, especificamente a cultura como ideologia (política), como identidade (antropológica), como arte (criatividade), como economia (indústrias culturais e criativas) e como planeamento plural.

b. Instrumentos de Ação: Instrumentos políticos, jurídicos, institucionais e administrativos das políticas da cultura e do planeamento cultural.

c. Cultura e Política: identificar os diferentes epítomes da nacionalidade nos diversos países (Cabo-verdianidade, Guineidade, Moçambicanidade, Angolanidade...) e a forma como tais epítomes dialogam com as políticas da cultura em cada caso.

d. Cultura e Gestão Cultural: caracterizar a relação entre artistas, curadoria e instituições e, especificamente, a área da educação museal e da educação patrimonial.

e. Cultura e Ordenamento do Território: caracterizar a importância de determinadas tendências, especificamente a do Planeamento Cultural, na implementação das Políticas da Cultura num quadro regional e local. Relação entre Políticas da Cultura com o ordenamento do território.

f. Culturas da Diáspora e Diplomacia Cultural: caracterizar culturas da diáspora, assim como a diplomacia cultural e suas relações com as políticas da cultura nacionais.

g. Cooperação Internacional e Consciência Cultural: caracterizar o lugar da cultura e da consciência cultural na intervenção dos agentes da cooperação internacional.

 

Outputs:

Gaio, G. (2016). Angolanidade e angolanização: interfaces da governança no pós-guerra civil em Angola. Revista Odeere, 1(1), 266-290.

Roborg-Söndergaard, Sofia e Seixas, Paulo Castro (2016) Entre dilemas e escolhas: Consciência cultural e  tradução cultural nas ONGD. In CESCONTEXTO - Direitos e Dignidade Trajetórias e experiências de luta  IX Edição do Congresso Ibérico de Estudos Africanos – VOLUME I  - Organização Maria Paula  Meneses  Bruno Sena Martins. Debates Nº 13, Abril de 2016 – CES – Universidade de Coimbra Pp151-169. ISSN  2192-908X

Seixas, P.C. e Gumbe, J. (2015) <<Valores Culturais>>, <<património>> e <<Indústrias Culturais e Criativas> em  Angola: Propostas de mapeamento e estratégias de valorização.. Mulemba – Revista Angolana de Ciências  Sociais, Universidade Agostinho Neto, Luanda, Angola, vol 5, n. 9, Maio 2015

 

 

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