Urbanização e saúde na transição entre o período medieval e o moderno em Portugal: Uma avaliação de indicadores de morbilidade e mortalidade de restos esqueléticos de diferentes cemitérios portugueses.

Título do Projeto:
Urbanização e saúde na transição entre o período medieval e o moderno em Portugal: Uma avaliação de indicadores de morbilidade e mortalidade de restos esqueléticos de diferentes cemitérios portugueses

Data de início e de término
2014 a 2019

Investigador Responsável:
Prof. Susana Garcia


Equipa de Investigação:

Nome do Investigador Filiação Institucional
Susana Garcia ISCSP/CAPP
Alexandra Amoroso ISCSP
José Rita ISCSP
Vera de Aldeia ISCSP
Sara Gaspar ISCSP
Marla Silva ISCSP
Rute Veiga ISCSP



Instituições Parceiras:

País  Entidade Parceira
Portugal Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade de Lisboa
Portugal Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Universidade de Lisboa
Portugal Centro de Arqueologia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa


Consultores:

Nome do Consultor
Filiação Institucional
Ana Luísa Santos Departamento de Ciências da Vida, Universidade de Coimbra
Andrea Lessa Museu Nacional,Universidade Federal do Rio de Janeiro
Hugo Cardoso Simon Fraser, Canada
António Marques Centro de Arqueologia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa



Resumo do Projecto:

A urbanização em termos históricos é relativamente recente e os seus impactos na saúde humana ainda não estão completamente compreendidos. Uma concentração elevada de pessoas no mesmo local tem o potencial de aumentar a transmissão de doenças infeciosas, mas é também nas cidades que se podem encontrar prestadores de cuidados de saúde e também instituições que têm como missão cuidar dos doentes. Os riscos da vida urbana ou da vida rural são diferentes tal como as exigências quotidianas também diferem. Se nas cidades as pessoas são mais vulneráveis a doenças respiratórias, em contexto rural o perigo de sofrer um acidente é maior. Viver numa pequena cidade ou numa grande cidade também pode comportar riscos diferentes. As pequenas cidades têm o potencial de representar o melhor e o pior do mundo urbano e do mundo rural.
O estudo de populações em transição também não é novo na Antropologia. Por exemplo, Cohen e Armelagos (1984) estudaram as consequências na saúde da transição para a agricultura e Swedlund também com Armelagos em 1990 dedicaram um livro ao estudo da doença em populações em transição. Em Portugal, na transição entre o período medieval e o período pós-medieval deram-se os descobrimentos com repercussões importantes na sociedade portuguesa. Os descobrimentos introduziram novos produtos em Portugal, mas também novos agentes patogénicos com impactos importantes na saúde.
O objetivo principal desta proposta é a avaliação dos padrões de saúde e de doença em diferentes comunidades portuguesas na transição entre o período medieval e o pós-medieval. O objetivo é aplicar os mesmos métodos em grandes amostras, de modo a ganhar um conhecimento mais completo sobre a saúde e a doença no passado. As amostras osteológicas a estudar, num primeiro momento, derivam de uma grande série arqueológica de São Martinho, Leiria (n=200) datada do século XIII ao século XVI e outra série do Largo do Carmo, Lisboa (n=250) datada entre o século XVI e o século XVIII, mas planeamos incorporar no projeto outras populações exumadas de outros contextos arqueológicos. Até à data estas séries já foram parcialmente estudadas no contexto de trabalhos académicos (Benisse, 2005; Gaspar, 2013; Veiga, 2013; Garcia, 2007) e alguns resultados foram publicados (Codinha, 2002; Garcia e Cardoso, 2009; Garcia 2005/2006; Garcia, 2012). A frequência e a prevalência de indicadores de stresse não-específicos, de infeções não-específicas e específicas e também de outras doenças não-infecciosas serão registados e comparados entre amostras. A reconstrução e análise comparativa dos perfis demográficos, padrões de crescimento e estatura também será alvo de análise.

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