Avaliação multidimensional do Serviço Social em saúde

Validação de versão adaptada das escalas «Graffar» e «APGAR familiar» e da escala «Vulnerabilidade económica» para os assistentes sociais da saúde

 

Data de início e término
2018 - em curso

Investigadora Responsável
Profª. Doutora Maria Irene Carvalho e Profª Doutora Helena Teles

 

Equipa de Investigação

 Maria Irene Carvalho CAPP/ISCSP, Universidade de Lisboa
 Helena Teles ISCSP, Universidade de Lisboa
 Olga Ávila Associação de Profissionais de Serviço Social – Grupo de Trabalho da Saúde
 Amandine Pereira Hospital de Magalhães Lemos
 Clara Morais ARS Alentejo - Equipa Coordenadora Regional dos CCI
 Luís Frederico Centro Hospitalar do Porto – Hospital de Santo António
 Luísa Pires Centro Hospitalar do Porto
 Manuela Paiva Instituto Português de Oncologia de Lisboa
 Maria Gonçalves ACES Lisboa Ocidental e Oeiras – URAP/Serviço Social
 Patrícia Silva Centro Hospitalar de Lisboa Central – Hospital de Dona Estefânia
 Paula Torgal Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira

 

Instituições parceiras

 Associação de Profissionais de Serviço Social – Grupo de Trabalho da Saúde Portugal

 

Resumo do Projeto

Na saúde, cada vez mais os assistentes sociais são desafiados a responder a processos chave da qualidade e a incorporar o seu conhecimento e informação numa abordagem integrada e holística da saúde, nomeadamente através do acesso a plataformas de informação e de comunicação, como por exemplo o SClínico. Este programa é um sistema evolutivo e que tem crescido para se tornar numa aplicação única, comum a todos os prestadores de cuidados de saúde e centrada no doente.

Atualmente o SClínico não é acessível aos assistentes sociais que exercem a sua atividade nas organizações de saúde, mas encontra-se em desenvolvimento por um Grupo de Trabalho da Saúde da Associação de Profissionais de Serviço Social, em articulação com os SPMS - Serviços partilhados do  Ministério  da Saúde,  o desenho do Perfil do Assistente Social no SClínico, destinado e comum aos 3 níveis de cuidados: primários, hospitalares e continuados integrados.

No diagnóstico em Serviço Social são utilizados indicadores que caracterizam o contexto sociofamiliar do indivíduo, assim como a extensão e limite dos seus problemas e necessidades de apoio social. Neste âmbito, a utilização de escalas pode tornar-se uma ferramenta essencial, enquanto elemento de avaliação, explicação e comparação de fenómenos e, em última instância, para a própria conceção, dinamização, execução e avaliação das políticas sociais de saúde.

Assim, pretende o referido Grupo de Trabalho da Saúde, da APSS - associação de profissionais de Serviço Social, pretende testar a significância da aplicação de três escalas pelos assistentes sociais da área da saúde, no sentido das mesmas serem futuramente integradas no SClínico.
Duas destas escalas, “Graffar” e “APGAR familiar”, embora já validadas internacionalmente, apresentam agora uma versão adaptada pela equipa de Serviço Social do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira.

A escala “Vulnerabilidade económica” também foi criada e é utilizada pela mesma equipa de Serviço Social do Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira.

A sua validação é essencial para a sua integração na plataforma informática SClínico, permitindo a sua utilização disseminada pelos assistentes sociais da área da saúde, enquanto ferramentas para o diagnóstico social em saúde.

O estudo tem como objetivos, testar e validar as referidas escalas para a realidade portuguesa e para a atividade do Serviço Social da área da saúde, com vista à sua futura integração na plataforma informática SClínico, permitindo a sua utilização disseminada por todos os assistentes sociais da área da saúde.

Em termos metodológicos aptamos um tipo de estudo quantitativo e avaliativo, com recolha de dados sociodemográficos e de qualidade de vida relativa aos utentes do Serviço Social aos quais for aplicada, recolhidos por técnica do questionário.

O estudo versa informação pessoal sensível, mas que será introduzida em duas plataformas informáticas criadas especificamente para o efeito, de forma totalmente anonimizada e tratada também desta forma, não permitindo a identificação da pessoa a quem pertence. Para efeitos da recolha e tratamento dos dados será efetuado um documento onde será solicitado o consentimento informado aos participantes. O estudo pretende validar as escalas e introduzir esses indicadores no programa Sclinio no sentido de serem utilizado pelos profissionais do Serviço Social da saúde.

 
 
 

 

 

 

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